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16 segredos escondidos durantes anos em pinturas famosas

A arte é toda forma de expressão e manifestação produzida por uma pessoa que está ligada principalmente a sensibilidade e a imaginação colocada em prática de alguma forma de entreter outras pessoas e a humanidade, evoluindo forma intelectual e tecnológica. Ela pode ser expressada das formas mais variadas possíveis, sendo ainda dividida em diversas categorias, algumas destas categorias são: o artesanato, música, teatro, pintura, grafite, entre outras, que podem transformar completamente um local ou ambiente urbano. Dessa maneira uma forma de arte muito popular que vem ganhando cada vez mais espaço nas cidades ao redor mundo são aquelas apresentadas nas ruas das cidades.
Para entender qualquer obra de arte é preciso ter um amplo conhecimento de história, religião, mitologia e literatura. Conhecimentos nessas áreas ajudam a decifrar pequenos detalhes escondidos nas pinturas. Pensando nisso nossa equipe de redação do site X4T, selecionou uma lista, contendo alguns segredos e curiosidades de algumas obras de artes que se destacam ao redor do mundo.

1. Retrato de Isabel Médici, Artista desconhecido.
Esse retrato renascentista de um artista desconhecido foi encontrado por acaso. Inicialmente, historiadores de arte acreditavam que se tratava de uma cópia de uma pintura medieval. Depois, todavia, verificou-se que o retrato havia sido repintado no século XIX. O nariz, a testa e o queixo avantajados foram “descobertos” sob as camadas de tinta — o rosto de uma aristocrata medieval havia sido transformado em um rosto de uma bela jovem da Era Vitoriana, de forma que a imagem representasse o ideal de beleza da época e pudesse ser vendida.
Com a ajuda de raios X foi possível reconstruir a imagem que havia sido originalmente pintada. Restauradores conseguiram tirar camada por camada da pintura, trazendo o quadro à sua aparência original, como pode ser visto à direita.


Foto: Reprodução/Pinterest

2. Still Life with Lilac, Kuzma Petrov-Vodkin.
Em março de 2019, o quadro Still Life with Lilac foi vendido por nada menos que 12 milhões de dólares (53 milhões de reais). Ao preparar o quadro para a venda, especialistas notaram uma segunda data na pintura e, depois de pesquisar a fundo, chegaram à conclusão de que o pintor resolveu reproduzir essa imagem em uma tela já usada.
Com a ajuda de raios infravermelhos foi possível descobrir que debaixo dessa imagem havia uma representação da Madonna com um bebê em seus braços. Um esboço desse quadro também está guardado em uma coleção privada.


Foto: Reprodução/Pinterest

3. Retrato de Uma Mulher Desconhecida, Ivan Kramskoi.
O Retrato de Uma Mulher Desconhecida é considerado o auge do trabalho do pintor. Kramskoi não deixou nenhum registro de quem seria aquela modelo. Muito provavelmente ela não era uma pessoa específica, visto que nos primeiros esboços a mulher era diferente do resultado final.
É provável que a mulher na imagem seja a representação coletiva de uma prostituta. Isso é evidenciado pelos detalhes: o chapéu de pele, o casaco preto de veludo e as luvas de couro. Apesar de tudo isso estar na moda naquela época, a mulher desconhecida não pertencia à alta sociedade. A imagem mostra que é de manhã, e ela estava vestida com roupas para a noite. Além disso, ela estava sentada em uma carruagem aberta e sozinha. Muitas prostitutas, atrizes, dançarinas e cortesãs se locomoviam dessa forma, sozinhas, para mostrar aos homens à volta que elas estavam “disponíveis”.


Foto: Reprodução/Pinterest

4. Pedro, o Grande. A Fundação de São Petersburgo, Alexei Venetianov.
Durante várias décadas a tela de Venetianov embelezava a entrada da famosa galeria de arte Tretyakov em Moscou. Os fãs do pintor duvidaram da autenticidade do quadro durante muito tempo. Quando a obra precisou ser restaurada, os funcionários da galeria fizeram uma inspeção radiográfica, que acabou mostrando uma segunda camada de tinta.
Após muita deliberação, eles decidiram remover a camada superior de tinta, e o público pôde ver a imagem do verdadeiro rei, bastante diferente do jovem esbelto que aparecia na primeira imagem. Ao que parece, por conta de algum dano à pintura, o pintor deve ter precisado restaurar o quadro, mas resolveu, por alguma razão, mudar a imagem original.


Foto: Reprodução/Pinterest

5. A Criança (Natal), Paul Gauguin.
Qual a ligação entre os taitianos e o Natal? Paul Gauguin nunca foi religioso, mas era mais agnóstico do que ateu. No Taiti, o artista parecia estar fascinado por temas bíblicos e até publicou um tratado chamado Modernidade e a Igreja Católica.
Durante esse período, Gauguin e sua amada Pahura, da tribo dos Maori, tiveram um filho. O momento do nascimento foi capturado pelo artista. O filho de Pahura e Gauguin, contudo, morreu pouco tempo depois. Esse trágico evento aconteceu no Natal.


Foto: Reprodução/Pinterest

6. Vestindo a Noiva, Gustave Courbet.
O pintor francês realista Gustave Courbet retratava muito bem diversas cenas do dia a dia: funerais, artesãos trabalhando, soneca depois do almoço, meninas da aldeia. O quadro Dressing the Bride (Vestindo a Noiva) não teria ganhado tanta visibilidade se não fosse pelo interesse dos historiadores no que se escondia por trás da pintura.
Em 1960, com a ajuda de raios infravermelhos, descobriu-se que, na verdade, não havia nenhuma noiva na imagem. A figura principal estava nua e as mulheres à volta estavam vestidas de preto, como uma preparação para um funeral. Inicialmente a tela foi chamada de Preparation of the Dead Girl (Preparação da Menina Morta).


Foto: Reprodução/Pinterest

7. Os Embaixadores, Hans Holbein, o Jovem.
Holbein retratou 2 verdadeiros embaixadores — Jean de Dinteville e o bispo da antiga diocese Georges de Selve. Os objetos em segundo plano representam a disputa entre a espiritualidade e a ciência. Pode-se notar um alaúde quebrado, um saltério aberto, um globo terrestre, um relógio de sol e livros de aritmética para corroborar essa dualidade.
No primeiro plano, vemos um borrão estranho, que é na verdade um crânio distorcido, simbolizando a morte. Se olharmos para a imagem diretamente, ela parece comum, e o crânio não é notado: de acordo com o autor, a morte era aquilo que não era importante. Mas se olharmos por outro ângulo, o crânio torna-se mais evidente e, consequentemente, a morte torna-se algo real, distorcendo assim os objetos comuns em segundo plano.


Foto: Reprodução/Pinterest

8. A Freira, Ilya Repin.
Há muito tempo que historiadores são atormentados pela pergunta: por que esta freira se parece tanto com a mulher do irmão de Repin, Sophia Shvetsova? A resposta foi encontrada nos diários do pintor. Inicialmente, Repin havia pintado o retrato da mulher de seu irmão com um vestido de baile, mas, quando o trabalho foi completado, Ilya e Sophia tiveram uma briga. O artista ficou muito chateado com a situação e decidiu repintar a obra. Por isso, agora, em vez de um lindo vestido de baile, Shvetsova aparece vestida de freira, e o leque foi trocado por um rosário.
Para confirmar essas suposições, a imagem foi estudada por radiografia. Descobriu-se que Repin havia feito o novo desenho sem apagar a imagem inicial.


Foto: Reprodução/Pinterest

9. A Morte de Marat, Jacques-Louis David.
O quadro retrata o assassinato do revolucionário francês Jean-Paul Marat por Charlotte Corday. Ele sofria de uma doença de pele e, por isso, passava a maior parte do tempo no banho, onde trabalhava, lia livros, escrevia e até recebia visitas. Ao que parece, ele foi morto também no banho.
O pintor Jacques-Louis David era um grande amigo do revolucionário e, por isso, ele quis retratar Marat como um mártir cristão. David foi inspirado pelo movimento renascentista e pela cena clássica da Deposição de Cristo (ou Deposição da Cruz).


Foto: Reprodução/Pinterest

10. Moça Lendo Uma Carta à Janela, Johannes Vermeer.
Essa pintura foi um dos primeiros trabalhos de Vermeer. A princípio não há nada de estranho: uma garota lendo uma carta ao lado da janela. Mas há algumas conotações ocultas. As maçãs no vaso de frutas simbolizam o fruto proibido de Adão e Eva, possivelmente fazendo referência a relações extraconjugais, e a janela aberta simbolizava o desejo de se libertar das responsabilidades domésticas que as mulheres tinham naquela época.
Mas os mistérios não param por aí. Após estudos feitos com raios X, foi possível descobrir que na parede havia originalmente a imagem de um Cupido, que o artista resolveu pintá-lo por alguma razão.


Foto: Reprodução/Pinterest

11. O Demônio Sentado e O Demônio Derrotado, Mikhail Vrubel.
Vrubel alegou que o seu “demônio sentado” não era o diabo, mas sim um espírito romântico, visto que a palavra “demônio” pode ser traduzida do grego como “espírito”. É uma entidade orgulhosa e livre, não necessariamente má, que estava em oposição ao mundo terreno. O “demônio derrotado” está ferido e fraco. Ele reflete a insanidade do autor. O estado psicológico de Vrubel foi piorando com o passar do tempo e, por isso, ele precisou repintar o quadro algumas vezes. Ele tinha problemas com insônia, além de estar obcecado com seu trabalho.
O quadro foi comprado pelo colecionador famoso Vladimir von Meck. Após a venda, Vrubel saiu dos trilhos, gastou todo o dinheiro que recebeu pela pintura, bebia sem parar e acabou fugindo com sua mulher. Depois de ser diagnosticado com distúrbios mentais, o artista foi hospitalizado em uma clínica particular.


Foto: Reprodução/Pinterest

12. O Ônibus, Frida Kahlo.
Frida sofreu um acidente aos 17 anos. O ônibus no qual ela estava bateu de frente com um bonde. A futura artista teve múltiplas lesões (fratura tripla da coluna, do fêmur, das costelas, entre outras), o que culminou em sua incapacidade de ter filhos. As memórias desse acidente atormentaram Frida durante toda a sua vida.
Em momentos difíceis, ela resolvia pintar. Foi assim que acabou surgindo o quadro O Ônibus. A imagem mostra pessoas sentadas no ponto de ônibus, esperando a condução, sem nem suspeitar o que estava por vir.


Foto: Reprodução/Pinterest

2. Ivan, o Terrível, e o Seu Filho Ivan em 16 de Novembro de 1581, Ilya Repin.
Repin pintou esse quadro para manifestar seus sentimentos a partir dos acontecimentos à sua volta. Ele disse ter se inspirado no assassinato de Alexandre II e em uma música do compositor russo Rimski-Korsakov. A cena da morte do filho de Ivan refletia completamente como Repin se sentia por dentro. Ele desenvolveu essa ideia por 3 anos.
Durante muito tempo ele não conseguiu finalizar a ideia, até que foi para a Espanha ver as touradas. O artista disse ter visto a areia cheia de sangue e os olhos dos touros cheios de ódio e rancor. Foi daí que ele conseguiu concretizar o projeto que havia iniciado. Repin era obcecado por seu trabalho e dizia sonhar com assassinatos e ter diversas visões. Foram os amigos que o salvaram de sua própria loucura.


Foto: Reprodução/Pinterest

3. O Retrato de Don Ramón Satué, Francisco de Goya.
Ramón Satué era amigo de Goya. Ele foi membro do Tribunal de Madrid e funcionário de alto escalão do governo. O retrato foi pintado em agradecimento pelo fato de que a família Satué escondeu o artista durante a repressão militar.
Com a ajuda de raios X, cientistas encontraram uma imagem escondida sob a pintura, representando um homem de uniforme. A pintura não foi terminada e, por isso, é difícil determinar quem seria o homem retratado. Pode-se supor que Goya tenha pintado o Rei José Bonaparte da Espanha, irmão de Napoleão Bonaparte. Após a queda de Napoleão, o artista teria resolvido não terminar o quadro e simplesmente fez outra pintura por cima.


Foto: Reprodução/Pinterest

4. O Casamento Desigual, Vasily Pukirev.
Em uma das versões, acredita-se que o artista teria realizado um trabalho autobiográfico, retratando o drama de sua própria vida. A noiva é Praskovya Matveeva Varentsova, uma garota jovem e ingênua, e o noivo é Alexey Markovich Poltoratsky, um líder da nobreza bem mais velho do que ela.
Se olharmos com atenção para o quadro, podemos ver atrás do noivo uma mulher velha. Mas por que ela está vestida de branco e usando uma coroa de flores da cabeça? Vestiam-se dessa forma apenas as noivas. Historiadores acreditam que essa mulher represente a alma da primeira esposa de Alexey, que estava comparecendo à cerimônia.


Foto: Reprodução/Pinterest

16. A Mona Lisa existe em várias versões.
Há cerca de 20 quadros no mundo que retratam a Gioconda ou Mona Lisa. Alguns deles foram pintados pelos alunos de Leonardo da Vinci, embora alguns pesquisadores acreditem que tenha sido o próprio Leonardo que pintou as outras versões. Alguns dos quadros são exatamente iguais ao original, outros mostram a heroína em posições diferentes, com outras roupas, e com outros detalhes. Todas as versões, sem exceção, são tentativas de reproduzir o famoso sorriso da Mona Lisa.


Foto: Reprodução/Pinterest

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Artigo escrito por Alex Valadares, engenheiro eletricista por formação e grande admirador do mundo da arquitetura e curiosidades do mundo. Fundador, produtor, editor e roteirista do site X4T e página Portal na rede.

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