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24 fatos sobre a vida na Suíça que não estão nos guias turísticos

A Suíça é um país pequeno ao se observar o mapa da Europa, grande parte de suas cidades são emolduradas pelos Alpes e rodeadas de natureza, o que faz o país ser conhecido pelas incríveis paisagens, muitas comparadas àquelas encontradas em contos de fadas, principalmente pela influência medieval na arquitetura.
As paisagens suíças mudam a cada estação. As quatro estações do ano são bem definidas por aqui e o inverno geralmente é a que dura mais. Somando-se a estas belas características podemos citar o seu complexo sistema tributário, os horários dos trens da região são meticulosamente planejados, lá a maioria da população recebe altos salários, mas o custo de vida é alto também. Para ilustrar melhor o cenário de vida na Suíça, nossa equipe separou uma lista contendo alguns fatos curiosos sobre a região que vão ajudar você entender um pouco mais como é a vida nesse país tão bonito. Vale a pena conferir!

1. Não tente julgar a Suíça ao visitar apenas uma parte dela.
Embora a Suíça seja um país pequeno, ela é bastante diversificada. A estreita relação com os seus vizinhos europeus foi o principal motivo responsável pela diversidade linguística no país, assim como pela individualidade cultural de cada região. As áreas se dividem nas regiões alemã, francesa e italiana, que, por sua vez, são divididas em cantões. Essencialmente, os cantões são estados independentes, cada um com sua própria constituição, leis, poder judiciário e governo. Embora cada cantão tenha suas próprias características culturais e linguísticas, a Suíça ainda é um país bastante coeso e possui até um lema oficial: “Um por todos, e todos por um”.


Foto: Reprodução/Brightside

2. Cada microrregião da Suíça tem sua própria língua.
Todos conversam em dialetos. Até mesmo os habitantes de um mesmo cantão podem falar de formas diversas e não se entender com facilidade. A palavra “cada”, por exemplo, tem mais de 40 pronúncias diferentes. Para facilitar as aulas nas escolas e a propagação de informação pelos meios de comunicação, as pessoas optam pelo alemão. Mas, no dia a dia, os habitantes locais não seguem muito essa convenção. Enquanto em muitos países é comum achar que dialetos e subdialetos são formas “ultrapassadas” de viver em sociedade, na Suíça é totalmente o contrário. Os cidadãos têm muito orgulho de seus respectivos dialetos, pois todos eles têm uma ligação com suas histórias de vida e ancestrais.

Abaixo, podemos ver um exemplo das diferentes formas de como é traduzido “miolo de maçã” somente na parte alemã da Suíça.

Foto: Reprodução/Brightside

3. Em quase todas as casas há abrigos antibomba.
No caso de uma guerra nuclear, toda a população suíça estará segura. Os abrigos antibomba são obrigatórios em todos os edifícios. Normalmente, é construído um bunker separado em cada prédio, ou para um grupo de residências, de forma a corresponder com o número de moradores. Esses abrigos nucleares são áreas protegidas por blocos de concreto armado (cerca de 30 cm de espessura) com um sistema de ventilação instalado e com abastecimento de água. Além de abastecidos com biscoitos, comida enlatada e medicamentos. Se você perguntar a um suíço se ele tem um abrigo antibomba em seu prédio, ele achará sua pergunta óbvia demais, como se você estivesse perguntando se ele consegue respirar.


Foto: Reprodução/Brightside

4. Todos os anos, alguns residentes suíços recebem das autoridades um pacote de comprimidos de iodo.
Todo outono, o governo dos cantões, onde estão localizadas as usinas nucleares, enviam gratuitamente um pacote de comprimidos de iodo para seus residentes. “Recebi o pacote e já tomei um comprimido. Por quê? Pois, minha mãe sempre dizia que é bom tomar iodo uma vez por ano, — compartilhou uma internauta após sua mudança para a Suíça. — Meu marido tomou o comprimido um pouco contrariado. Pois, ele acredita que já há iodo suficiente no sal, e a dosagem desses comprimidos é bastante alta”. As instruções dizem que, caso a radiação aumente, a população será informada e, por isso, não se deve tomar mais comprimidos que a quantidade indicada pelas autoridades.


Foto: Reprodução/Brightside

5. A lavagem de roupa é compartilhada.
Como regra geral, cada edifício residencial tem uma lavanderia compartilhada para seus moradores, que, normalmente, fica no subsolo e é onde há diversas máquinas de lavar e secar. Os moradores usam as máquinas de acordo com um gráfico: eles precisam reservar com antecedência seus horários específicos durante a semana. Atualmente, no entanto, há muitos prédios novos que já possuem áreas com lavanderias individuais para cada apartamento, mas, mesmo assim, isso ainda é uma raridade no país.


Foto: Reprodução/Brightside

6. Ovos coloridos são vendidos em qualquer mercado durante o ano todo.
Em muitos lugares no mundo, há o costume de pintar ovos durante a Páscoa, porém os suíços fazem isso o ano inteiro. Ovos cozidos, ou como os suíços os chamam, “ovos para piquenique”, são pintados e vendidos em qualquer mercado. Eles optam por cores mais chamativas para que os clientes não os confundam com os ovos crus.


Foto: Reprodução/Brightside

7. O tempero Aromat está presente em qualquer prateleira de mercado e em diversos restaurantes.
Os suíços são apaixonados pelo tempero Aromat da marca Knorr. Ele é servido em praticamente todos os restaurantes de comida tradicional na Suíça, e as pessoas o usam em casa na mesma frequência que o sal e a pimenta. Você pode temperar qualquer coisa: desde pães e ovos cozidos, até sopas e carnes.


Foto: Reprodução/Brightside

8. Um hábito difícil de aceitar.
Os habitantes locais têm um costume que é bastante difícil de ser aceito por muitas pessoas de outros países: o hábito de assoar o nariz em qualquer lugar. Não importa onde estejam: no restaurante, teatro, transporte público ou mesmo na rua, mas assoar o nariz, em alto e bom som, é visto como algo normal. Em contraponto, curiosamente, coçar e cutucar o nariz em lugares públicos é tomado como falta de educação.


Foto: Reprodução/Brightside

9. Uma vez por ano, as pessoas deixam as responsabilidades de lado para se divertirem.
Aqui, estamos falando do famoso carnaval suíço, que celebra o término do inverno. As festividades acontecem no país inteiro, mas as datas variam de cantão para cantão. Normalmente, as comemorações começam na véspera da Quaresma. Milhares de pessoas saem às ruas com fantasias, máscaras e roupas coloridas para se divertirem ao som de músicas animadas. E isso é feito tanto pelas crianças quanto pelos adultos. Em algumas escolas, também, os pequenos podem ir às aulas vestidos com fantasias de carnaval.

10. O 8 de março também é celebrado na Suíça, mas de uma forma diferente.
Em muitos países, esse dia é comemorado de forma a dar mais atenção às mulheres. Desde cedo, os homens dão flores às suas namoradas e mães e preparam surpresas para elas. Na Suíça, o cerne da questão é outro. Aqui, o 8 de março é o dia em que as mulheres lutam pelos seus direitos. Organizações feministas fazem campanhas para as mulheres não aceitarem presentes nesse dia, evitarem frequentar os salões de beleza e pedirem a seus chefes um aumento salarial. E nada de ganhar flores!

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o transporte público de Genebra lançou um logotipo especial: “Mulheres nos negócios. Mulheres empreendedoras”.

Foto: Reprodução/Brightside

11. O que é mais surpreendente sobre as mulheres suíças.
Muitas meninas já escutaram de suas mães e avós a seguinte frase: “Não senta no banco gelado, pois você vai ficar doente!” Parece que esse “sagrado” conselho está enraizado em milhares de mulheres e, mesmo depois de crescer, muitas continuam seguindo os ensinamentos familiares e não sentam em bancos ou escadas sem colocar algum pano por cima antes. As mulheres suíças, no entanto, não têm o mesmo receio. Elas podem, tranquilamente, sentar em bancos de metal, muros ou no chão gelado, sem o medo de adoecer. Elas acreditam que é praticamente impossível contrair cistite ou pielonefrite dessa forma.


Foto: Reprodução/Brightside

12. Um país para os que possuem muita paciência.
O atendimento ao cliente é um teste de resistência. Comprar móveis, por exemplo, não significa recebê-los em casa imediatamente: você provavelmente esperará de 4 a 6 meses pela entrega. Para marcar uma consulta com um médico é preciso fazer com alguns meses de antecedência. Até mesmo a compra de lentes de contato é um processo que pode demorar até 3 dias. “Fazer a devolução de um produto recentemente comprado é um grande problema. Eles podem simplesmente recusar ou oferecer um bônus para a compra de outra mercadoria, — escreveu Olga em seu blog sobre a vida na Suíça. — Uma vez comprei uma frigideira cara e, duas semanas depois, ela quebrou em pedaços. Eles disseram que a culpa era minha. Ter a devolução do seu dinheiro é um processo demorado e que exige muita paciência”.


Foto: Reprodução/Brightside

13. Mercados, bancos e restaurantes não funcionam aos domingos.
Na Suíça, o descanso é sagrado. É por isso que quase não se pode comprar nada em mercados tarde da noite: nos dias de semana, a maioria trabalha até às 18:00, aos sábados fecham ainda mais cedo e, aos domingos, fecham o dia inteiro. O mesmo acontece com cafés, restaurantes e até com os bancos.

“Caixa eletrônico para bitcoin. Horários de funcionamento: de segunda a sexta das 8:00 às 18:00”

Foto: Reprodução/Brightside

14. Ao conversar com os suíços, é melhor ser mais cuidadoso do que o normal.
Os suíços são, geralmente, muito simpáticos e agradáveis de conversar, mas podem ser um pouco sensíveis demais se acharem que sua paz está sendo abalada. Um usuário do Twitter compartilhou em sua página: “Nosso vizinho, de 80 anos, colocou um holofote em seu quintal mirando o feixe de luz diretamente para a nossa janela. Não conseguíamos dormir e tivemos de comprar cortinas novas. Tudo isso porque eu quebrei a bicicleta dele sem querer, mas depois paguei o conserto e a devolvi em perfeita condição. Ele sorriu no momento, mas deve ter mantido o rancor por dentro”. Outra internauta, que também mora na Suíça, avisou que manter a ordem no país é extremamente importante: “O lixo deve ser colocado na rua não às 7:00 da manhã, mas às 6:45, e você pode encontrar uma pessoa ‘prestativa’ que notará o seu erro e te dará um aviso para não comentê-lo uma próxima vez”.


Foto: Reprodução/Brightside

15. Esportes nacionais que não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo.
Os suíços sabem como transformar competições comuns em verdadeiros espetáculos. Por exemplo, todos os participantes da “corrida na banheira”, que acontece durante o inverno, devem usar roupas bem divertidas e criativas. O visual será avaliado junto à velocidade. Mas o esporte nacional mais amado é, sem dúvida, o Hornussen (“Golfe de fazenda”). O jogo parece ser uma mistura de golfe com beisebol, mas não é bem isso. Certamente, não será uma tarefa fácil entender as regras para aqueles que não conhecem esse esporte. Um usuário do Twitter descreveu o jogo da seguinte forma: “Um cara bate em uma espécie de disco, e uma multidão do outro lado, segurando placas de trânsito, faz um ritual estranho”. Não muito informativo, mas os suíços não precisam de explicação, pois o Hornussen já é uma tradição no país há quase 400 anos.


Foto: Reprodução/Brightside

16. Nem todos os suíços são tolerantes.
Embora os suíços sejam, geralmente, tolerantes uns com os outros, há ainda aqueles que se chamam de “eidgenosse”. Eles se consideram os suíços de “sangue puro” e não gostam muito daqueles cidadãos que são suíços “só no papel”. Além disso, eles optam por não aprender idiomas estrangeiros, pois preferem manter as tradições de sua cultura. Caso essas pessoas liguem para um suporte técnico, por exemplo, e escutem um sobrenome estrangeiro, eles podem pedir para serem transferidos para outro operador, que seja, evidentemente, de “sangue puro”. Por conta disso, algumas empresas pedem a funcionários com raízes estrangeiras para usar nomes locais para evitar conflitos.


Foto: Reprodução/Brightside

17. Você pode beber água diretamente das fontes.
É absolutamente normal beber água da torneira na Suíça. A água é tão limpa e de alta qualidade que você pode bebê-la com segurança diretamente de fontes nas ruas e até mesmo de lagos. Existem apenas algumas fontes no país onde há placas dizendo “Proibido beber”. E todas as outras fontes são, a princípio, adequadas para o consumo.


Foto: Reprodução/Brightside

18. Os hidrantes de incêndio funcionam como fontes de água para todos.
Em algumas cidades suíças, há hidrantes de incêndio azuis espalhados pelas ruas (como na foto acima). Com a ajuda de botões especiais, você pode oferecer água para seu cachorro (na parte de baixo há um pote embutido) e também usar como um bebedouro para matar a sede em um dia de verão.


Foto: Reprodução/Brightside

19. Na Suíça, existe uma lei que protege os médicos de alegações de negligência médica.
Se um médico não fizer o diagnóstico correto, ele não será acusado de erro profissional.

20. Nas aldeias, há lojas com produtos agrícolas que não têm vendedores e é usada uma caixa de papelão em vez de uma caixa registradora.

Foto: Reprodução/Brightside

21. Os suíços são obrigados a prestar serviço militar até os 55 anos de idade.
Todos os anos, os homens de até 55 anos frequentam um treino militar de 3 semanas. Durante esse período, os novos recrutas bebem e se divertem (parece mais um período de férias).


Foto: Reprodução/Brightside

22. Na Suíça há máquinas de venda automática de leite.

Foto: Reprodução/Brightside

23. Você precisará primeiro obter uma licença se quiser pescar. Serão necessárias 9 lições para especialistas ensiná-lo a tirar o peixe do gancho para evitar que ele sofra.

Foto: Reprodução/Brightside

24. Para obter um passaporte suíço, você precisa ter um bom relacionamento com seus vizinhos.
Você pode obter um passaporte suíço depois de 10 anos vivendo e trabalhando lá. Além disso, você precisa morar na mesma cidade por 3 anos e passar em um exame feito pelas autoridades locais. As perguntas no exame podem ser sobre qualquer coisa, desde geografia até relacionamentos pessoais com seus vizinhos. As autoridades locais também conversam com todos os vizinhos para descobrir mais sobre sua personalidade, e se você não tem um bom relacionamento com eles, provavelmente terá que passar no exame novamente após um ano.


Foto: Reprodução/Brightside

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Artigo escrito por Alex Valadares, engenheiro eletricista por formação e grande admirador do mundo da arquitetura e curiosidades do mundo. Fundador, produtor, editor e roteirista do site X4T e página Portal na rede.

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